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  <title>Tessitura</title>
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  <tagline>Uma coleção de escritos. Todos em progresso, todo o tempo.</tagline>
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  <copyright>Copyright (c) 2005, Ronaldo</copyright>
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    <title>Surreal</title>
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    <summary type="text/plain">Surreal é a vida.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Surreal é o amor.<br />
Sem diferenças ou alturas,<br />
Nunca um só é vencedor<br />
quando se compartilham as agruras.</p>

<p>Surreal é a alegria.<br />
Gargalhadas ao vento,<br />
nenhum traço de apatia,<br />
o dia está sempre a contento.</p>

<p>Surreal é a amizade.<br />
Sorriso de simpatia,<br />
um adeus cheio de saudade,<br />
e um abraço no fim do dia.</p>

<p>Surreal é a vida.<br />
Cheiro de verde, maresia.<br />
No que de todos é a lida,<br />
do que se precisa é poesia.</p>]]>
      
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    <title>Violência</title>
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    <created>2005-03-19T23:03:08Z</created>
    <summary type="text/plain">Não há palavras.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>Palavras não são o bastante,<br />
para acabar com o silêncio cortante,<br />
da dor que cega,<br />
da vida que se nega.</p>

<p>Palavras não podem retornar,<br />
aquilo que a morte exultou em levar.<br />
Nem o ato insensato, impensado,<br />
que praticou a mão do desesperado.</p>

<p>Palavras não podem tirar o gosto,<br />
amargo, denso como o piche pastoso,<br />
e negro como a escuridão,<br />
da violência que lança o inocente ao chão.</p>

<p>Não há palavras.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>A Bibliotecária</title>
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    <modified>2005-03-19T23:02:21Z</modified>
    <issued>2005-03-19T21:02:21-02:00</issued>
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    <created>2005-03-19T23:02:21Z</created>
    <summary type="text/plain">Sabe que amanhã outra pessoa mudará o dia de entrega no carimbo de empréstimo. Mas os livros, esses amigos, nunca a abandonarão.
</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
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    </author>
    <dc:subject>Prosa</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>O relógio marca quase dez horas. Em poucos minutos a biblioteca vai fechar. É sexta-feira e, lá fora, os sons da noite chegam fortes da praça e dos bares ao redor. A bibliotecária está pronta para sair. É seu último dia de trabalho; a hora da aposentadoria chegou e corpo cansado anseia pelo descanso de uma velhice tranqüila. Os olhos já não vêem tão bem como antigamente e as mãos tremem ao bater o carimbo na ficha de empréstimo.</p>

<p>Ela fecha os olhos e, sem serem chamadas, as lembranças de toda um vida junto aos livros retornam à sua mente. Ela se vê jovem, com o brilho no olhar e a memória recente do último ano da escola, pronta para começar em seu novo emprego: uma das funcionárias da maior biblioteca do estado. É a realização de um sonho que acalentara desde pequena, quando ainda na cidadezinha do interior, a gentil senhora que cuidava da biblioteca da escola lhe despertara o gosto pelos livros. Ela soubera então que passaria a vida levando outros a compartilhar do mesmo caminho.</p>

<p>Décadas se passaram e embora as pessoas hoje não mais reverenciem as letras impressas como outrora, muitos ainda sentem no seu coração o anseio por ler, conhecer, viver e contar as infinitas histórias que a humanidade pode criar. E a bibliotecária se sente recompensada por ajudar esses que sentem no peito a mesma paixão que ela. </p>

<p>Pelas janelas da memória chegam as imagens de muitos anos: a luz nos olhos de um criança ao abrir um livro ilustrado, as rugas de concentração na testa de uma jovem procurando pelo livro que lhe garantirá alguns pontos na escola, a gargalhada de um senhor que não pode se conter ao ler uma passagem particularmente engraçada em um romance enquanto escolhia os livros que levaria para casa, o jovem indeciso que ao contemplar a enorme quantidade de volumes que a biblioteca abriga sabe que jamais conseguirá apreender todo o cabedal de conhecimentos e cultura que eles representam e, assim, nem sabe por onde começar. As imagens fluem lhe trazendo um sorriso aos lábios. Lágrimas caem, mas ela se sente feliz. Cumpriu o seu papel com amor, realizando seu sonho e vocação.</p>

<p>Ela abre os olhos. Já passa um pouco das dez. Ela se levanta, pega a sacola com os pertences que recolhera e despede-se do porteiro, um amigo de tantos anos. O adeus aos outros colegas já foi dado. Ela olha para trás por um instante tentando reter na mente uma última imagem da lugar que representa sua vida. Sabe que não vai voltar. Está retornando à sua terra para aproveitar os últimos anos e quer guardar intacta a memória de sua biblioteca. Um último olhar à sua cadeira e ela se vira e parte. </p>

<p>Sabe que amanhã outra pessoa mudará o dia de entrega no carimbo de empréstimo. Mas os livros, esses amigos, nunca a abandonarão.</p>]]>
      
    </content>
  </entry>
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    <title>Pôr do Sol</title>
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    <modified>2005-03-19T23:01:25Z</modified>
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    <created>2005-03-19T23:01:25Z</created>
    <summary type="text/plain">Redondo, rotundo...</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>Do sol é o fim do dia.<br />
Laranja ofuscante,<br />
refletido em uma nuvem macia,<br />
um amarelo chamejante.</p>

<p>Redondo, rotundo,<br />
morre no mar,<br />
ou, lá no fim do mundo,<br />
cede espaço ao luar.</p>

<p>Em brasa, de mansinho,<br />
atrás das montanhas vai sumindo,<br />
para retornar amanhã cedinho,<br />
um alegre sol sorrindo.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Espera</title>
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    <modified>2005-03-19T23:00:45Z</modified>
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    <created>2005-03-19T23:00:45Z</created>
    <summary type="text/plain">O universo é o mesmo em um grão de areia, ou em uma estrela distante.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>O tempo foge,<br />
não há permanência.<br />
O universo é o mesmo em um grão de areia,<br />
ou em uma estrela distante.</p>

<p>O que se foi, voltará;<br />
sem semelhanças, sem diferenças.<br />
Só a insana certeza do<br />
despropósito humano é igual.</p>

<p>Mas um único instante, <br />
fugaz como um estrela cadente,<br />
mostra ao longe a esperança<br />
que é certa um dia.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>A última expressão</title>
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    <modified>2005-03-19T22:59:58Z</modified>
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    <summary type="text/plain">A nota cristalina vibrou por um segundo, ressoou no ar tépido e se desfez lentamente. </summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
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    </author>
    <dc:subject>Prosa</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Morrer era fácil. Abandonar o mundo velho sem pesar e sem tristeza; a única certeza em toda a sua vida. Medo não havia. Só a expectativa do porvir. Daquilo que valia, a velha chama continuava acesa. As noites perdidas ou ganhas entre notas, tons e dissonantes eram a calma certeza de uma vida bem vivida. </p>

<p>Por trás dos olhos fechados se descortinava sua existência. As pequenas alegrias, as grandes tristezas, os amores, pavores, a beleza e a feiúra que fazem a pintura do ser. E, permeando cada segundo, a suave trilha sonora que marcara cada célula, cada átomo de seu corpo. A dádiva do Pai.</p>

<p>Arrependimentos havia. Os clichês mortais se aplicam, mesmo quando não se quer. No entanto, a convicção maior o acompanhava e ele sabia estar seguro. </p>

<p>Abrindo os olhos, desfez a teia interior de lembranças e firmou a mente do presente, gastando as suas últimas reservas no ato final. Roçou os dedos nas cordas do velho violão que repousava ao seu lado. A última expressão; o agradecimento e entrega ao Criador. A nota cristalina vibrou por um segundo, ressoou no ar tépido e se desfez lentamente. Sorrindo, ele suspirou e se foi.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Música</title>
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    <modified>2005-03-19T22:59:31Z</modified>
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    <summary type="text/plain">Livre, multiforme...</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Cristalina, ressonante.<br />
A pura frequência modulada.<br />
Harmonia, melodia;<br />
o ritmo de uma nota dissonante.</p>

<p>A pausa, repentina.<br />
A parada, a descida,<br />
o crescendo batucado<br />
no vibrato do compasso.</p>

<p>A suave calma da explosão<br />
no tremular da corda,<br />
no sopro e no tamborilar da<br />
perfeição contida no caos.</p>

<p>Livre, multiforme,<br />
na clave mais altiva,<br />
a disposição em doze,<br />
da criação maior...<br />
Música.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Fim de dia</title>
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    <modified>2005-03-19T22:58:47Z</modified>
    <issued>2005-03-19T20:58:47-02:00</issued>
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    <created>2005-03-19T22:58:47Z</created>
    <summary type="text/plain">Graças a Deus por mais um dia.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
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    <dc:subject>Prosa</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>A chuva cai ruidosamente lá fora. Fim de tarde, hora de ir para casa após um longo dia de trabalho. Os músculos das costas doem por causa da postura errada, e os olhos ardem de tanto olhar para o monitor. E ainda assim, um sentimento de satisfação.</p>

<p>Satisfação por mais um dia vivido. Satisfação pelos amigos, metas cumpridas, metas não cumpridas, papos na hora do café, problemas novos, desafios antigos, paradas na sala do outro para mais uma última piadinha, a conversa na hora do almoço, a saudade de casa, e tudo o que um dia representa.</p>

<p>Saber aproveitar o dia é quase uma arte. Equilibrar o que há de bom, e o que não parece tão bom no momento, mas pode render valiosas lições depois. Parar para olhar à distância e colocar tudo na perspectiva e no foco certos mais uma vez. Contar até dez, cem, mil, o quanto for necessário. E no fim do dia, estar satisfeito.</p>

<p>Graças a Deus por mais um dia.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Do amor</title>
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    <modified>2005-03-19T22:57:15Z</modified>
    <issued>2005-03-19T20:57:15-02:00</issued>
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    <created>2005-03-19T22:57:15Z</created>
    <summary type="text/plain">Ele vivera mais do que a simples existência dos problemas mortais...
</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Na trajetória da vida,<br />
ele escolheu a alegria:<br />
a borbulhante sensação de<br />
pertencer e ter.</p>

<p>E se o destino não o quis,<br />
ele o fez; acreditando<br />
no maior, ele sonhou.</p>

<p>E quando sono enfim veio,<br />
ele vivera mais do que<br />
a simples existência<br />
dos problemas mortais:<br />
conhecera o amor.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Perdidos</title>
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    <modified>2004-12-03T14:54:14Z</modified>
    <issued>2004-12-03T13:54:14-02:00</issued>
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    <created>2004-12-03T14:54:14Z</created>
    <summary type="text/plain">Perdidos; há muito perdidos nas brumas do tempo.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Não há porque olhar para trás.<br />
Eu fluo pelo corredores do tempo<br />
imaginando saber aonde vou.</p>

<p>E o silêncio que precede a tempestade<br />
é o único companheiro da minha tristeza<br />
pelos dias perdidos.</p>

<p>Onde estão os heróis?<br />
Perdidos; há muito perdidos nas brumas do tempo.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Sonhe</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://tessitura.reflectivesurface.com/2004/12/02/sonhe" />
    <modified>2004-12-02T14:03:18Z</modified>
    <issued>2004-12-02T13:03:18-02:00</issued>
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    <created>2004-12-02T14:03:18Z</created>
    <summary type="text/plain">Sonhe porque enquanto há sonhos há esperança e, como disse um poeta, enquanto há esperança, há vida.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Prosa</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>Sonhe porque a vida é fugaz. Sonhe porque o amanhã é feitos dos sonhos criados, acariciados e cuidados no hoje. Sonhe porque os sonhos são feitos de amor e a o amor é a maior de todas as virtudes.</p>

<p>Sonhe porque na vida não existem clichês; seus sonhos são únicos e inestimáveis. Sonhe porque, como alguém uma vez disse, não são os problemas do hoje que nos matam, mas sim a culpa do ontem e o medo do amanhã.</p>

<p>Sonhe porque sonhar custa caro, e realizar, ainda mais. Sonhar dói, deixa um buraco no coração e tira o sono, mas também incendeia a alma e ilumina o caminho adiante. Sonhe porque se pode realizar e as recompensas da realização superam o valor de qualquer riqueza.</p>

<p>Enfim, sonhe porque enquanto há sonhos há esperança e, como disse um poeta, enquanto há esperança, há vida.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Lamuriento dia</title>
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    <modified>2004-12-01T16:29:50Z</modified>
    <issued>2004-12-01T15:29:50-02:00</issued>
    <id>tag:tessitura.reflectivesurface.com,2004://4.2119</id>
    <created>2004-12-01T16:29:50Z</created>
    <summary type="text/plain">Ah! Lamuriento dia!</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>Ah! Lamuriento dia, dia quente,<br />
dia sovino, que custa a passar.<br />
Dia que tenta extrair da alma<br />
o sumo, a seiva, o espírito<br />
sem nada retornar.</p>

<p>Ah! Lamuriento dia, dia de sol,<br />
luz forte, doendo no olho, esgotando<br />
a fonte, a mente, a força.</p>

<p>Ah! Lamuriento dia, <br />
mormaçento, que passe e <br />
volte jamais.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Incerto</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://tessitura.reflectivesurface.com/2004/11/30/incerto" />
    <modified>2004-11-30T15:59:20Z</modified>
    <issued>2004-11-30T14:59:20-02:00</issued>
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    <created>2004-11-30T15:59:20Z</created>
    <summary type="text/plain">E assim prossigo, incerto, desesperado.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
    </author>
    <dc:subject>Prosa</dc:subject>
    <content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://tessitura.reflectivesurface.com/">
      <![CDATA[<p>O céu cinzento é companheiro da minha solidão. As gotas que caem das nuvens pesadas tamborilam na janela como lembranças de um passado distante, perdido nas brumas. "Adeus", elas dizem, "adeus". </p>

<p>Quisera eu poder expressar a angústia de ser, de viver. A existência ínfima e sem sentido, perdida em um ponto azul na imensidão do negro vazio que há entre as estrelas. Retornar não posso; olhar para trás é impossível. Recuperar o que passou não traria de volta a alegria daqueles dias.</p>

<p>E assim prossigo, incerto, desesperado. Buscando o que não pode ser obtido. Passos penosos na lama. Pés grudados que recusam-se um movimento a mais pois sabem do destino invisível, repleto de sombrios rumores, que aguarda ao final.</p>]]>
      
    </content>
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    <title>Sina</title>
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    <modified>2004-11-30T00:28:07Z</modified>
    <issued>2004-11-29T23:28:07-02:00</issued>
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    <created>2004-11-30T00:28:07Z</created>
    <summary type="text/plain">Quando a lua vaga nua e pálida pelo céu sem estrelas...</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Nestas noites claras, <br />
quando a lua vaga nua e pálida <br />
pelo céu sem estrelas, <br />
o meu coração repousa na sua lembrança.</p>

<p>E o destino ainda é tão desconhecido<br />
como nos dias de então,<br />
quando percorríamos os jardins floridos,<br />
alegres na aurora da vida.</p>

<p>Ah! Quisera eu torcer o tempo...<br />
Mas a esperança fenece,<br />
e o sol não pode dar<br />
o calor que meu corpo pede <br />
por não mais lhe encontrar.</p>

<p>Assim, cego e mudo, <br />
prossigo nessa senda<br />
até que um dia <br />
possa ter de volta o que perdi.</p>]]>
      
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    <title>404</title>
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    <modified>2004-11-30T00:25:54Z</modified>
    <issued>2004-11-29T23:25:54-02:00</issued>
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    <summary type="text/plain">Bytes mutados e paridades imperfeitas.</summary>
    <author>
      <name>Ronaldo</name>
      
      <email>mtblog@reflectivesurface.com</email>
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    <dc:subject>Poesia</dc:subject>
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      <![CDATA[<p>Propagando-me digitalmente entre os mundos virtuais,<br />
faço do código a minha morada.<br />
Perco-me entre as bilhões de referências da rede global,<br />
e multiplico-me à velocidade da luz.</p>

<p>Eu sou o byte mutado e a paridade imperfeita;<br />
o dado perdido e a informação incorreta;<br />
a busca sem resultados e as questões sem sentido;<br />
o fim do que não começou.</p>

<p>O link quebrado.</p>]]>
      
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