O céu cinzento é companheiro da minha solidão. As gotas que caem das nuvens pesadas tamborilam na janela como lembranças de um passado distante, perdido nas brumas. "Adeus", elas dizem, "adeus".
Quisera eu poder expressar a angústia de ser, de viver. A existência ínfima e sem sentido, perdida em um ponto azul na imensidão do negro vazio que há entre as estrelas. Retornar não posso; olhar para trás é impossível. Recuperar o que passou não traria de volta a alegria daqueles dias.
E assim prossigo, incerto, desesperado. Buscando o que não pode ser obtido. Passos penosos na lama. Pés grudados que recusam-se um movimento a mais pois sabem do destino invisível, repleto de sombrios rumores, que aguarda ao final.
Posted by Ronaldo at Novembro 30, 2004 02:59 PM